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Além da velocidade máxima: os números que mostram que você está evoluindo

A velocidade máxima é o número que todo mundo printa. Velocidade média, VMG, manobras, tempo no foil, tempo ativo e distância explicam o que aconteceu na sua sessão e o que treinar em seguida.

Da equipe Waterspeed

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Wingfoiler at sunset with a speed of 34.5 knots on screen

Para saber se você está mesmo evoluindo, olhe a velocidade média, o VMG, as viradas e os jibes, o tempo no foil, o tempo ativo e a distância junto com a sua velocidade máxima. A velocidade máxima registra um bom momento. Uma rajada, uma onda bem pegada ou uma corrente a favor podem fazer ela disparar por alguns segundos, e isso diz pouco sobre se sua técnica ou sua eficiência melhoraram.

Todo mundo lembra da primeira vez que bateu um novo recorde de velocidade, e é esse o número que a gente printa. O resto deste artigo passa pelos outros números um por um: o que cada um diz e o que fazer com ele.

Por que “pareceu rápido” não basta?

Porque as condições nunca são constantes, e uma sensação não consegue dizer se você evoluiu ou só teve um dia melhor. Pergunte à maioria dos velejadores como foi a sessão e você vai ouvir “Pareceu rápido”, “Acho que minhas viradas foram melhores”, “O vento parecia mais forte hoje”.

A intensidade e a direção do vento mudam, as correntes mudam, o chop e o swell variam, o cansaço aumenta e a regulagem do seu equipamento muda de uma sessão para outra. Sem dados, é difícil saber qual das duas coisas foi.

O rastreamento dá a você algo para comparar com a memória: velocidades médias, tendência de distância, tempo no foil, manobras, desempenho em diferentes faixas de vento e consistência ao longo do tempo.

1. Velocidade máxima: o seu número de destaque

Sua velocidade máxima diz que, num momento, condições e técnica se alinharam. Isso é útil como referência, mas sozinho não diz com que frequência aconteceu, quanto durou nem se você conseguiria repetir.

No app, abra a tela Melhores velocidades e veja suas melhores marcas em 2 s, 10 s, 100 m e 500 m. Se a sua melhor em 500 m estiver perto da sua melhor em 2 s, você consegue sustentar essa velocidade, e não foi uma rajada de sorte.

Resumo de uma sessão no Waterspeed e lista de Melhores velocidades

2. Velocidade média, e a diferença para a máxima

A maioria dos riders ignora este número. Se sua velocidade média está perto da máxima, você passou a maior parte da sessão mantendo velocidade: menos paradas, transições mais limpas, mais tempo no foil ou planando. Se está muito abaixo da máxima, a sessão teve picos com muita calmaria entre eles.

Uma referência rápida: quando sua média fica em torno de dois terços da máxima, você fez uma sessão forte e consistente. Se fica abaixo da metade, alguma coisa estava quebrando seu ritmo, fossem transições ruins, calmarias ou uma prancha que não estava bem regulada.

Velocidade máxima de 30,5 nós e média de 20,2 nós: média em 66% da máxima

A velocidade média numa distância fixa também é o sinal mais claro de evolução. Se sua velocidade máxima continua a mesma, mas sua média numa reta de 5 km sobe, seu desempenho sustentado melhorou, e isso não dá para atribuir a uma rajada melhor.

3. O que o VMG mede?

O VMG (Velocity Made Good) mede com que eficiência sua velocidade se transforma em avanço rumo ao seu objetivo, seja ele contra o vento, a favor do vento ou uma boia. Ele leva em conta seu ângulo em relação ao vento.

Então você pode ser rápido e mesmo assim perder terreno. A 20 nós num ângulo ruim, você chega à boia depois de um rider a 15 nós num ângulo melhor. É por isso que velejadores, foilers e quem faz downwind acompanham o VMG.

Diagrama de VMG: um barco mais lento num ângulo mais fechado chega primeiro à boia

No app, o Waterspeed Ultra mostra seu VMG médio e máximo, além do seu TWA (ângulo do vento real) médio. Se o seu VMG máximo for muito maior que o médio, você navegou alguns trechos com eficiência e não os repetiu. Encontre esses trechos no percurso e tente navegar assim com mais frequência na próxima vez.

4. Viradas e jibes: onde as regatas são ganhas ou perdidas

Uma reta rápida vale pouco se você perde todo o embalo numa virada ou num jibe. O número de manobras importa menos do que quanta velocidade você manteve em cada uma e com que rapidez acelerou na saída. Riders avançados saem rápido das manobras, e fazem isso na maioria delas.

Aprofundamos esse assunto em Suas viradas estão custando mais velocidade do que você imagina.

5. Eficiência no foil: quanto da sua sessão foi tempo de voo?

A eficiência no foil compara quanto tempo você ficou em cima do foil com a duração total da sessão. Para quem faz wingfoil e kitefoil, o tempo no foil é a medida de sucesso que mais conta.

Se o seu tempo de voo sobe e os toques na água diminuem, seu equilíbrio, sua técnica de pumping e seu controle do foil estão melhorando. Isso aparece com mais clareza em condições fracas ou com rajadas, em que ficar em cima exige comandos precisos.

Wingfoiler no foil, com o tempo no foil comparado ao tempo na água

6. Tempo na água: ativo vs total

Tempo ativo é o tempo em que você estava de fato em movimento; o tempo total só diz quando você entrou e quando saiu. “Fiquei duas horas na água” não quer dizer muito se você só se mexeu durante quarenta minutos. O tempo ativo é o que explica seu cansaço, sua evolução e sua carga real. Evoluir exige repetições, então, se o seu tempo ativo for muito menor que o total, a maior parte da sessão foi esperando vento, à deriva ou se recuperando. Uma sessão mais curta com mais tempo ativo quase sempre vai ensinar mais do que uma longa cheia de pausas.

7. Distância e consistência: cada milha é uma repetição

A velocidade máxima pode vir de uma boa rajada e o VMG pode disparar numa boa reta. A distância não: ela vai somando ao longo da sessão e ao longo do ano.

Acompanhe por sessão, e também semana a semana e mês a mês. Riders que correm atrás de distância, mesmo sem compromisso, melhoram a técnica sem perceber, porque mais milhas significam mais transições e mais tempo encontrando equilíbrio, linha e ritmo. A distância também é o jeito mais fácil de entrar no lado comunitário do app: ligas, desafios em grupo e rankings mensais.

A frequência com que você vai para a água importa da mesma forma, porque você precisa de sessões em condições variadas. Registre todas com regularidade e você constrói um histórico para comparar. Hoje pode ter parecido lento, enquanto sua velocidade média com 12 nós de vento subiu nos últimos três meses.

Frequência das sessões e velocidade média ao longo de três meses

Sua checagem de 60 segundos depois de cada sessão

  1. Velocidade máxima: quando tudo se alinhou?
  2. VMG: quão eficiente isso foi rumo ao seu objetivo?
  3. Média vs máxima: quão consistente foi o resto da sessão?
  4. Tempo na água: quanto dele você passou de fato em movimento?
  5. Distância: quantas repetições reais você acumulou?

Você não precisa agir sobre os cinco toda vez. Escolha o que parece pior e faça dele o foco da próxima sessão.

O que o Waterspeed Ultra acrescenta?

O Ultra é o conjunto de recursos avançados do Waterspeed para as questões táticas: pernas e retas, VMG, ângulo do vento real, ganhos e perdas, gráficos polares e desempenho em relação às velocidades-alvo. Ele se soma a tudo o que o Waterspeed já registra e funciona com todas as integrações, então você mantém o mesmo equipamento e a mesma configuração.

Quando os velejadores se acostumam com os dados, o simples rastreamento deixa de ser o objetivo final e as perguntas ficam mais afiadas: Foi a escolha tática certa? Minha regulagem ajudou mesmo? Onde estou ganhando ou perdendo distância?

Análise de pernas e retas no Waterspeed Ultra, de bolina e de popa

  • Pernas e retas: sua sessão é dividida em pernas de bolina e de popa, para você comparar bombordo e boreste, conferir o desempenho antes e depois de uma mudança de regulagem e ver com que consistência você navega pernas repetidas.
  • VMG: com que eficiência você transforma esforço em avanço rumo ao seu objetivo, e quando navegar um pouco mais devagar leva você até lá mais rápido.
  • Ângulo do vento real: calculado a partir da direção do vento que você define ou puxa da previsão. Mostra com que consistência você navega nos seus melhores ângulos e ajuda a separar a técnica da mudança de condições.
  • Ganhos e perdas: onde você ganhou ou perdeu distância, e se isso veio da velocidade, do ângulo ou dos dois.
  • Gráficos polares: seu desempenho em todos os ângulos e intensidades de vento numa única tela, para você encontrar ângulos fortes e fracos e conferir se uma troca de equipamento ajudou.
  • Desempenho vs velocidades-alvo: quão perto você está das velocidades-alvo ou esperadas em condições reais.

Gráfico polar no Waterspeed Ultra

Dados na água, da SailGP ao seu pico

A vela de elite funciona com dados há anos. O Waterspeed é Fornecedor Oficial de Tecnologia da NorthStar SailGP Team, onde os dados de desempenho alimentam tanto as regatas quanto a cobertura para os fãs. No celular ou no relógio, você pode registrar sessões automaticamente, revisá-las depois, comparar regulagens de equipamento, acompanhar sua evolução ao longo das temporadas e compartilhar sessões com um treinador.

O velejador de foil Alex Simmonds: “O Waterspeed me ajuda a analisar minhas sessões fora da água e a melhorar o manejo do barco.” Ele também usa o app pela segurança: “Com o rastreamento ao vivo, posso compartilhar minha localização e minha velocidade com amigos ou família sempre que saio.”

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